O Flamengo, um dos clubes de futebol mais emblemáticos do Brasil, está enfrentando obstáculos significativos para concretizar seu projeto de construção de um novo estádio no terreno do Gasômetro, localizado no Rio de Janeiro.
Uma das principais questões que surgem está relacionada à necessidade de realocar as tubulações de gás que cruzam parte da área, o que tem gerado debates entre órgãos reguladores, a Prefeitura e a equipe rubro-negra.
A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agernesa) desempenha um papel crucial nesse processo, exigindo que o Flamengo realize uma obra adicional como requisito para iniciar a construção. A zona afetada, abrangendo cerca de três mil metros quadrados, possui infraestrutura ligada à Companhia Estadual de Gás do Rio de Janeiro (CEG), atualmente operada pela Naturgy.
A Agernesa, responsável pela supervisão dos serviços de energia e saneamento no estado, destacou a importância de o clube arcar com os custos do realocamento. Somente após a conclusão dessa etapa, o Flamengo poderá dar prosseguimento ao projeto do estádio de forma oficial. Essas medidas visam garantir a segurança e a continuidade do fornecimento de gás na região.
A questão do financiamento das despesas tornou-se um tema controverso. Inicialmente, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que a Prefeitura assumiria os custos da transferência das instalações da CEG. No entanto, uma revisão em dezembro de 2024 alterou esse panorama, atribuindo ao Flamengo a responsabilidade pelos gastos relacionados à obra adicional, de acordo com o contrato do leilão.
Apesar das mudanças nas declarações, a Prefeitura do Rio de Janeiro ainda está envolvida no processo. A administração municipal justificou a necessidade de remover as tubulações como resultado do crescimento urbano da região, mas a responsabilidade financeira acabou sendo transferida para o Flamengo. Esse contratempo levou o clube a reavaliar seus planos e consequentemente a ajustar os prazos para o início das obras.
Diante da necessidade de garantir a viabilidade econômica do projeto sem comprometer as finanças da equipe, a diretoria do Flamengo optou por encomendar um estudo detalhado. O objetivo é identificar soluções para lidar com os custos e os desafios técnicos envolvidos no processo. Além disso, o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, solicitou à Prefeitura o adiamento da assinatura do termo final do acordo para a posse do terreno.
O Flamengo aguarda informações mais detalhadas sobre o terreno adquirido para poder avançar no planejamento da construção do estádio com segurança e responsabilidade. Enquanto as pendências não forem resolvidas, o projeto permanecerá sob análise minuciosa.